Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo

Em sua 7ª edição o Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo discute como a cirurgia bariátrica pode contribuir para o aumento de risco de fraturas ósseas

A Cirurgia Bariátrica, procedimento utilizado para redução de peso, pode ser classificada em três tipos: restritivas, disabsortivas ou mistas (combinação das restritivas com as disabsortivas).  Nas cirurgias com componente disabsortivo (o qual evita a passagem do alimento do intestino para o sangue, reduzindo o tamanho do intestino delgado que entra em contato com os alimentos) há maior perda ponderal, mas também maior dificuldade da absorção e a manutenção de aporte adequado de cálcio, vitamina D e proteínas. O tema será debatido no 7º BRADOO – Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo, que acontece de 29 de outubro a 1º de novembro, em Joinville/SC.

“A maior parte dos estudos mostra que há perda significativa de massa óssea, principalmente em fêmur, mas há poucos dados sobre o risco de fraturas; além de informações em idosos e adolescentes submetidos ao procedimento”, informa Dr. Sérgio Setsuo Maeda, médico endocrinologista da ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo).

Ele explica que a acentuada perda ponderal que ocorre no pós-operatório de cirurgia bariátrica leva à diminuição das massas óssea, gordurosa e muscular; e representa em grande parte, um ajuste ao novo status de peso do paciente; e que pode ser agravada pela associação da hipovitaminose D e menor absorção de cálcio associada ao hiperparatiroidismo secundário. “Há ainda dificuldade de manter um aporte proteico adequado pela ingesta e digestão mais difícil destas fontes, além da contribuição das doenças e uso de medicações prévias”, comenta.

Pesquisas atuais visam compreender a contribuição dos mecanismos neuro-hormonais na fisiopatologia da perda óssea associada à cirurgia bariátrica. Existe possível contribuição dos hormônios intestinais como grelina, leptina, adiponectina, osteocalcina.

Outros estudos estão voltados para outras avaliações de imagem, além da densitometria óssea, método no qual há limitação de peso e o fato de ser uma avaliação areal quantitativa da massa óssea, como por exemplo, a tomografia quantitativa tridimensional.

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