Suporte e qualificação para o farmacêutico

CRF e Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Populares ofertam cursos e informações durante evento

Por Hannah Motta, de Goiânia/GO

Ao longo do dia vários representantes da classe farmacêutica passaram pela Feira de Negócios Goiás Saúde, dentre eles, Nara de Oliveira, Presidente da SBFFC – Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Populares, que falou à nossa reportagem sobre a funcionalidade da associação, inaugurada recentemente.

“Hoje, 69% das farmácias no Estado de Goiás são de propriedade de farmacêuticos, portanto não adianta apenas o profissional ser empresário, ele também tem que estar qualificado para os serviços especializados. Essa é nossa proposta, qualificação profissional. Mostrar que a Sociedade pode oferecer uma gama de cursos ofertados no Estado inteiro”, esclarece a presidente.

Quem também esteve presente foi o CRF-GO – Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás. A presidente, Ernestina Rocha, assinala como ponto alto do evento a aquisição de produtos com valor reduzido, além de acreditar que a feira deverá servir como exemplo para os outros Estados.

Equipe do Conselho Regional de Farmácia lança projeto CRF de porta abertas, que oferece cursos gratuitos à categoria

Os farmacêuticos que passaram pelo estande do CRF-GO puderam conferir uma novidade em primeira mão: o “CRF de portas abertas”, programa do conselho, inaugurado em julho, que possibilita que o profissional realize cursos gratuitos de capacitação.

Também foram sorteadas 10 bolsas para o curso “Meeting de Gestão Farmacêutica” , pensado pelo Instituto Bulla.

Auditória das Farmácias Populares
Na oportunidade, Renata Abalém, advogada e conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Goiás, concedeu entrevista ao Notícias da Saúde, explicando sobre o programa governamental Farmácia Popular. Em seu ponto de vista, um dos melhores programas já realizados, excelente para o farmacêutico e para a população, com medicamento disponibilizados gratuitamente e para localidades realmente muito carentes.

Renata explica que, ao abrirem essa parceria público-privada permite ao empresário adquirir medicamentos e dispensá-los com descontos significativos para o consumidor. “Contudo, essas farmácias começaram a cometer irregularidades, o programa tem normativas que são muito difíceis de ser entendidas e não foi ofertado pelo governo treinamento adequado”, detalha a especialista, como ponto negativo do programa.

Nas auditórias das Farmácias Populares são procurados indícios de irregularidades. Se as justificativas não forem suficientes para comprovar a regularidade dos procedimentos adotados, a farmácia pode ter que devolver ao Fundo Nacional de Saúde a quantia referente à venda desses medicamentos contatados como irregulares, e a quantia pode ser muito alta.

A portaria suspende a conexão do Programa com a farmácia. O farmacêutico deve ficar atento, já que quando a farmácia apresenta qualquer irregularidade, o RT Farmacêutico também fica impedido, impossibilitando que esse trabalhador seja responsável por qualquer farmácia conveniada à Farmácia Popular, além de possíveis processos éticos e até passível de responder por crime federal, junto aos responsáveis legais pelo empreendimento.

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