Tratamento de traumas com bioimplantes em Goiás

Os materiais compostos da mistura de polímeros biodegradáveis são manipuláveis e podem minimizar as chances de infecção ou rejeição

Por Karolina Vieira, de Goiânia/GO

Pacientes que passam por algum trauma ósseo precisam de placas e parafusos de titânio, que são os materiais mais conhecidos e utilizados nas cirurgias de fraturas de crânio ou de rosto. Esses traumas podem causar, além do problema estético, alterações funcionais. Existe ainda o risco de infecção ou rejeição das placas pelo organismo do paciente operado e, em alguns casos, a demanda de uma segunda cirurgia para sua retirada. Porém, surgiram no mercado – e já têm sido utilizados em Goiás -, os bioimplantes. “Esses materiais são produzidos a partir da mistura de polímeros biodegradáveis com propriedades de manipulação, resistência e degradação que suportam um processo de cicatrização mais natural”, afirma o sócio da Extra Corpus – Equipamentos Hospitalares, Douglas di Bellis.

Segundo o cirurgião neurologista, Chrystiano Cardoso, quaisquer traumas cranianos ou de face podem ser tratados com bioimplantes, desde o mais simples até o mais complexo e grave traumatismo. “Placas e parafusos de titânio são utilizados nesses tipos de cirurgia, mas o bioimplante, além de ser um material facilmente manipulável e moldável, tem a características de ser bioabsorvível, minimizando as chances de infecção e rejeição de placas e parafusos no período pós-operatório tardio”, explica o médico.

São inúmeras opções de tamanho e forma, todas aplicáveis a diferentes situações. “Quando comparado aos outros materiais, as principais vantagens são segurança, facilidade de manuseio e absorção pelo organismo do paciente, tornando a cirurgia mais rápida e segura. Apesar de disponível, infelizmente o material é utilizado com pouca frequência em Goiás por se tratar de tecnologia de ponta em cirurgia craniofaciais”, complementa Chrystiano.

“Com histórico de uso clínico seguro, são diversos modelos de placas, parafusos e ferramentas, incluindo modelos diferenciados para cirurgias em bebês, nos quais o material retém o mínimo de 70% de sua força inicial seis semanas após a implantação com reabsorção em dois a três anos. No paciente adulto, o implante retém o mínimo de 70% de sua força inicial nove semanas após a implantação e sua reabsorção se dá em dois a quatro anos”, finaliza Douglas.

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