Ventilação não invasiva (VNI) para portadores da ELA

Doença acomete cerca de 12 mil pessoas no Brasil pode ter melhora de sintomas com o uso da ventilação não invasiva (VNI)

A técnica promove a melhora da insuficiência respiratória de pacientes com doença neuromuscular de uma maneira em geral. A esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que causa degeneração do sistema nervoso, acarretando paralisia motora progressiva e irreversível, tem em sua evolução complicações respiratórias, fazendo com que o paciente necessite de suporte ventilatório, seja ele não invasivo ou invasivo.

“Em um estudo recente (European Journal of Neurology, dez 2017), a ventilação não invasiva (VNI) usada precocemente em pessoas com ELA melhorou a sobrevida e a qualidade de vida desses pacientes que apresentavam insuficiência respiratória sem comprometimento bulbar. Durante a VNI são utilizadas máscaras nasais e faciais que são hoje anatomicamente adaptáveis, proporcionando um tratamento mais efetivo, com menor risco de infecção quando comparado com a ventilação invasiva, melhorando assim a qualidade vida de quem tem insuficiência respiratória derivada de doenças neuromusculares”, conta Claudia Albertini, Fisioterapeuta, Doutora em Fisiopatologia Experimental pela FMUSP e Gerente Clínica para a América Latina da ResMed, empresa líder em dispositivos conectados para distúrbios do sono.

A ventilação não invasiva melhora os gases arteriais e os sintomas associados à insuficiência respiratória dos portadores da ELA, doença que acomete cerca de 12 mil pessoas no Brasil, de acordo com dados do Instituto Paulo Gontijo, sendo 1,5 casos novos por ano a cada 100 mil habitantes. Entre os benefícios da ventilação não invasiva estão: menos sensação de fraqueza, melhor deglutição, diminuição da dispneia (dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta), menor sensação de fadiga e sonolência, menos dores de cabeça matinais, melhor concentração e melhora no humor.

Doença neuromuscular (DNM) – termo genérico que abrange muitas doenças que prejudicam a função muscular, seja por patologias intrínsecas do músculo, ou através de patologias do sistema nervoso. Alguns pacientes com DNM são caracterizados por um progressivo comprometimento muscular levando a: perda de mobilidade, uso obrigatório de cadeira de rodas, dificuldades de engolir, fraqueza dos músculos respiratórios, morte por insuficiência respiratória.

Líder no relacionamento entre pacientes e prestadores de serviços médicos, por meio da saúde conectada, “a ResMed ajuda mais de 5.2 milhões de pessoas no mundo inteiro a respirarem melhor por meio de uma série de produtos para sono e ventilação de uso hospitalar ou residencial com monitoramento remoto”, declara Gerardo Ferrero, Gerente de vendas da ResMed Brasil. A empresa é um dos destaques da 25ª edição da Hospitalar 2018, que acontece entre os dias 22 e 25 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

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