Pular para a barra de ferramentas

Apoio da família é essencial para que homens idosos cuidem da saúde

Apoio da família é essencial para que homens idosos cuidem da saúde

Segundo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, cerca de 70% dos homens só procuram serviços de saúde acompanhados das esposas ou dos filhos e netos

O levantamento Um novo olhar para a saúde do homem, elaborado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, mostra o quanto o homem é negligente com a própria saúde. De acordo com dados da pesquisa, 36% dos homens com mais de 50 anos, fase em que o câncer de próstata surge com mais frequência, não costumam ir ao especialista. Esses dados são muito preocupantes porque o diagnóstico precoce de doenças pode ser o diferencial para salvar vidas, já que algumas doenças em seu estágio inicial, como o câncer de próstata, são assintomáticas.

Pela idade, a doença acaba sendo mais frequente entre os avôs e, para evitar situações mais graves, os homens contam com aliados que, geralmente, estão bem próximos. Segundo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, cerca de 70% deles só buscam um consultório quando acompanhados das esposas ou dos filhos e netos. O médico urologista Fernando Leão afirma que os familiares costumam acompanhar os homens por companheirismo ou para constatar se eles realmente vão falar sobre todas as suas queixas para o médico. “A maioria são as próprias mulheres que se preocupam com a saúde do seu parceiro, principalmente quando percebem algum desconforto”, afirma o médico sobre sua experiência com os pacientes.

E, segundo ele, o apoio familiar faz toda a diferença também no encorajamento do paciente na busca do tratamento, pois é muito importante fazer um diagnóstico precoce dos casos de câncer de próstata. “Se essa doença for diagnosticada de maneira precoce, as chances de cura podem chegar até 90%, mas se a pessoa deixar para ir ao especialista apenas quando aparecem os sintomas, a doença pode estar em um estágio bem mais avançado e as chances de cura diminuem”, explica o urologista.

Vida longa
Essa preocupação com a saúde pode ser um dos motivos para os homens viverem menos que as mulheres em todos mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, a expectativa de vida ao nascer era de 74 anos para mulheres e 69 para homens. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destaca que a expectativa de vida em 2019 era de 73 anos para homens e 80 para mulheres.

Para Fernando Leão, a tendência é de que essa diferença seja cada vez menor, já que os homens têm mais acesso à informação. “Os homens têm compreendido a importância de procurar atendimento médico com regularidade e esse discernimento pode ser essencial para reduzir a quantidade de óbitos referente ao câncer de próstata, por exemplo”, destaca Fernando Leão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 1 =