Incontinência urinária: como prevenir?

Enfermeira especialista em incontinência urinária alerta que a incidência do problema é mais frequente nas mulheres e dá algumas dicas de prevenção

De acordo com os resultados do King ́s Health Questionnaire (KHQ) para mulheres brasileiras com incontinência urinária, o problema pode afetar até 50% das mulheres em alguma fase da vida, podendo trazer transtornos como depressão e irritabilidade. O estudo aponta como consequência disso a redução da autoestima, “ocasionando o isolamento social e  receio  de  se  expor  em ambientes  públicos, podendo gerar situações desagradáveis e constrangedoras, devido à perda de urina”. Isso faz com que as mulheres afetadas tenham vergonha de falar sobre o problema. Além disso, “entre 30 e 50% das pessoas que sofrem de incontinência  urinária  não  relatam  espontaneamente  esse  fato  ao  médico  ou  à  enfermeira,  e  só procuram o serviço de saúde após o primeiro ano do  início  dos  sintomas  por  acharem  que  a  perda da da urina é esperada com o evoluir da idade”.

Segundo Maria Alice Lelis, enfermeira, especialista em incontinência urinária, professora da escola paulista de medicina e consultora da SCA no Brasil, são diversos os fatores que podem contribuir para o aumento na incidência dos escapes como, por exemplo, a menopausa ou a realização de diversos partos. “Apesar de não ser uma condição grave, a incontinência urinária pode causar muito incômodo”, explica Lelis.

A incidência pode ser relacionada ao esforço, ocorrendo em como tossir, espirrar ou levantar coisas pesadas; à urgência, quando a perda involuntária de urina é acompanhada de uma sensação forte e urgente de eliminá-la; e pode também ser mista, quando há a combinação das duas formas anteriores.

A especialista dá algumas dicas de cuidados e hábitos que podem auxiliar na prevenção:
– Pratique exercícios que fortaleçam os músculos pélvicos, são eles que sustentam a bexiga e auxiliam a evitar os escapes de urina;
– Fique atento ao seu peso, pois a obesidade propicia a incontinência;
– Pratique exercícios físicos apenas com auxílio de um profissional, esforço ou peso demasiado pode prejudicar o assoalho pélvico;
– Redobre os cuidados durante a gravidez e pratique exercícios pélvicos, muitas mulheres nessa condição desenvolvem incontinência urinária devido ao aumento do volume abdominal, que pressiona assoalho pélvico;
– Fique atento aos alimentos diuréticos, é importante observar se a frequência de urina aumenta ao consumi-los;
– Não fique longos períodos sem urinar;
– Evite fumar, pois a nicotina causa irritação na superfície da bexiga.

Além de adotar medidas preventivas, criar hábitos mais saudáveis e não ter vergonha de falar sobre o assunto, a consultora frisa que o mais importante é que, ao observar escapes de urina, a paciente procure avaliação médica, para que seja possível diagnosticar o tipo de incontinência urinária e determinar o tratamento necessário.

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