Curso de excelência para médicos em Goiânia tem a dor como tema

Aula inaugural foi com o médico chinês, PhD e diretor do Centro de Acupuntura do IOT/HC/FMUSP, Wu Tu Hsing

Por Alyssa Hopp

Mais que incômodo físico e perda na qualidade de vida, a persistência de quadro de dor aguda, crônica ou neuropática causa depressão em 60% dos pacientes. “Os quadros de depressão associada à dor começam devido ao tratamento inadequado. No mundo inteiro há esta deficiência na área médica”, explica o médico ortopedista, professor adjunto da Faculdade de Medicina da UFG, PhD e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Frederico Barra.  Além disso, ansiedade, atrofia muscular, pressão alta, AVC, infarto, dificuldades respiratórias, digestivas e intestinais são algumas das principais consequências quando o diagnóstico e tratamento são realizados de modo impreciso.

Paralelamente, dados médicos estimam que cerca de metade dos diagnósticos em relação à causa da dor são imprecisos, impactando em todo o processo de atendimento e tratamento do paciente e que 64% dos pacientes relatam ter dor mesmo sob medicação. “O paciente que é diagnosticado de modo incorreto ou impreciso perde sua qualidade de vida social e financeira pois precisa investir recursos constantes na busca pela sua cura”, ressalta o médico.

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A busca pela excelência no diagnóstico e tratamento da dor trouxe a Goiânia para aula inaugural no último sábado, 20 de agosto, o médico chinês, PhD e diretor do Centro de Acupuntura do IOT/HC/FMUSP, Wu Tu Hsing (foto). Ele é referência mundial no assunto e coordena, pela primeira vez fora de São Paulo, especialização para Atuação em Dor, que capacitará médicos de nove especialidades durante um ano. Barra, coordenador local do curso, reforça que “o diferencial é a capacitação para excelência no tratamento da dor. Há poucos médicos habilitados para tratar adequadamente e de modo moderno situações do tipo. Precisamos ensinar e compartilhar este conhecimento junto aos médicos, beneficiando diretamente o paciente porque o médico saberá diagnosticar com técnicas diferentes, receitar tratamentos e medicamentos mais adequados ”.

Principal queixa em emergências hospitalares

Aproximadamente 85% dos pacientes procuram serviços de emergência com queixa de “dor”. Dor de cabeça, enxaqueca, pé diabético, fibromialgia, cólica menstrual e dor nas costas estão entre as mais comuns enfrentadas pelos brasileiros. Segundo Barra, fatores como gênero, idade, experiência prévia, cultura e religião influenciam a experiência do paciente frente à intensidade da dor. “Precisamos entender que a dor é um composto de experiência física e emocional, com componentes sociais, psíquicos e espirituais. Assim, um diagnóstico de excelência deve considerar todos esses aspectos pelo médico”, reforça.

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