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HDT alerta sobre Sífilis e Sífilis Congênita

HDT alerta sobre Sífilis e Sífilis Congênita

No terceiro sábado de outubro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis e Sífilis Congênita

A doença infecto-contagiosa, sexualmente transmissível, pode ser transmitida da mãe para o feto e, se não for tratada, pode levar à morte. Só em 2019 foram registradas no Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), unidade referência em Goiás e região no atendimento a doenças infecciosas e dermatológicas, 161 casos e neste ano foram 121, até o momento.

A ginecologista Rosane Carneiro explica que a doença pode se manifestar em três estágios. “A enfermidade apresenta fases distintas com sintomas que podem ser referidos pelo paciente ou diagnosticados pelo médico. Temos a Sífilis primária, secundária e terciária. Nas duas primeiras fases, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é maior, na terceira fase, que pode surgir de 2 a 40 anos após o contágio, a doença se manifesta com complicações graves, causando cegueira, paralisia, transtornos mentais e doenças no sistema cardiovascular, dentre outros, podendo levar à morte”.

Na sífilis primária, os sintomas são pequenas feridas nos órgãos genitais, que aparecem entre 10 e 90 dias após a contaminação, desaparecendo espontaneamente. Já na fase secundária, aparecem manchas vermelhas pelo corpo, podendo ocorrer febre, mal-estar, ínguas (linfonodos aumentados) pelo corpo e dor de cabeça. Na terceira fase, pode ocorrer o comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular, lesões na pele e nos ossos.

Já na sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê na gestação, podem ocorrer má formações do feto, morte fetal, aborto espontâneo, retardo de crescimento e alterações ósseas.

Diagnóstico e tratamento
Causada pela bactéria Tremonema pallidum, a sífilis, também pode ser transmitida por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. O diagnóstico, nas fases iniciais, pode ser realizado pelo reconhecimento da bactéria no sangue, através do teste rápido, e por amostras de material retirado das lesões. Na fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

A ginecologista ressalta que o tratamento é realizado com antibióticos. Além dos medicamentos, o paciente deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença. No caso de gestantes, devido ao risco de transmissão ao bebê, o tratamento deve ser iniciado de imediato. “Não se pode perder a chance de diagnosticar e tratar a doença em nenhuma fase da vida. Devemos sempre nos lembrar da importância da prevenção, com o uso correto de preservativos, e no caso de gestantes é fundamental seguir rigorosamente o pré-natal”, conclui.

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