Hospital oferece programa de reabilitação em grupo para pacientes pós-mastectomia

Projeto de humanização reabilita pacientes que passaram por mastectomia, além de promover integração social e elevação da autoestima

Por Renata Mello, de São Paulo

fisioterapia oncológica
Sessão do grupo de fisioterapia oncológica do IBCC (Crédito: Divulgação)

A fisioterapia oncológica disciplina a reabilitação de pacientes submetidas a cirurgias para o tratamento do câncer de mama, como a mastectomia ou a linfadenectomia axilar (retirada de parte da axila) que, em sua maioria, são encaradas com certo medo e ansiedade para a mulher. Não só pelo lado estético, há uma insegurança física e psicológica, que requer um auxílio multidisciplinar a paciente.

No atua de forma importante dentro do IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, dentro do Programa de Humanização, há a fisioterapia em grupo para pacientes mastectomizadas. O objetivo principal é avaliar os aspectos físicos e sociais de cada paciente, para otimizar a independência funcional dos membros superiores, ajudando também na autoestima e principalmente na qualidade de vida.

Para a cirurgiã dentista, Kátia Cristina Neves, 45 anos, este acompanhamento foi o que a ajudou a voltar a ter mais mobilidade após a mastectomia. “Não falto a uma sessão do grupo, pois além de ter me ajudado na mobilidade, ele me estimula. Além de ter uma integração com a fisioterapeuta, que sempre incentiva a fazer exercícios em casa e a não desistir nunca”, relata a paciente.

De acordo com a chefe da fisioterapia do IBCC, Larainy Balestra, existe um pré-requisito para participar do grupo. “São mulheres que fizeram cirurgia de câncer de mama, de retirada total ou parcial da mama, que já estão num estágio de menor complexidade, aptas a realizar exercícios mais elaborados”, explica.

O trabalho acontece a cada quinze dias quando são realizados exercícios de amplitude máxima de movimento, fortalecimento muscular e coordenação motora. Nesse tempo de projeto, que integra o paciente à sociedade, foi constatado que além dos benefícios físicos, existe uma melhora comportamental. “Pacientes em alta não querem deixar o grupo, pois elas criam vínculo, trocam experiências. O grupo se torna uma grande diversão e incentivo máximo para elas se reintegrarem a sociedade”, comenta a fisioterapeuta.

Iraci Serrano dos Santos, 69 anos, diagnosticada com carcinoma na mama esquerda, participa do grupo com o intuito de melhorar sua mobilidade, mas o grupo também lhe trouxe novas amizades. “Aqui a gente faz eventos sempre, é uma festa. Além disso a gente sempre troca experiências. A gente descobre que tem pessoas com problemas mais sérios que o seu e isso faz a gente pensar que não tem nada e apenas agradecer a chance de estar aqui ”, relata.

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