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Doação voluntária de medula óssea

Doação voluntária de medula óssea

Dia Nacional da Doação de Órgãos: Brasil tem aumento de 5% em transplantes complexos como o de Medula Óssea

Por Renata Mello, de São Paulo

Ontem foi o Dia Nacional de Doação de Órgãos e o hospital IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer faz um apelo para as pessoas realizarem a doação voluntária de medula óssea, já que o Transplante é considerado um dos procedimentos mais complexos na oncologia. “Ele salva vidas e é uma das maiores esperanças durante o tratamento para muitos portadores de doenças como leucemia e outras doenças do sangue”, alerta o diretor clínico do IBCC, Dr. Marcelo Calil.

Segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer, somente de novos casos de leucemia, estima-se que serão mais de 10 mil até o fim de 2016. Mas o transplante de medula óssea, ou melhor, transplante de células-troncos hematopoiéticas, não se limita apenas a doenças malignas, como a leucemia ou linfoma, mas também a qualquer doença que afeta as células do sangue, benignas, hereditárias ou adquiridas que requerem esse tipo de tratamento.

O transplante consiste na retirada de células progenitoras normais do próprio paciente ou de um doador compatível, que serão inseridas na circulação sanguínea do paciente e se alojarão em sua medula óssea, para que ela volte a produzir células sanguíneas saudáveis, ou seja, tem o objetivo de reconstituir uma nova medula. “Porém, a compatibilidade entre as células do doador e do receptor é complexa. Temos uma estimativa de que a chance de encontrar uma medula compatível é de uma a cada cem mil, por isso existe um registro de doadores voluntários de medula óssea, o Redome. Quando o paciente necessita de transplante e ninguém da família é compatível, nós buscamos possíveis doadores por esse cadastro”, alerta o chefe da Unidade TCTH do IBCC, Dr. Roberto Luiz da Silva.

De acordo com o Dr. Roberto da Silva, o tratamento é realizado em algumas etapas. “O paciente se submete a seções de quimioterapia, que tem o objetivo de atacar as células doentes e destruir a própria medula. Após isso, ele recebe a medula sadia por meio de transfusão de sangue”, explica o médico hematologista do IBCC.

Como ser um doador:

•    O doador faz exames clínicos para confirmar o seu bom estado de saúde;
•    É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade (não ter doença infecciosa ou incapacitante);
•    É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados. (saiba onde tem um hemocentro mais próximo: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/orientacoes/site/home/hemocentros )
•    Por meio de exame, o sangue será cadastrado após o teste para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante. Esse exame chama-se histocompatibilidade (HLA) e todos os dados serão inclusos no cadastro;
•    Após a compatibilidade for confirmada, a pessoa precisará aceitar fazer a doação e novos exames serão realizados;
•    A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. “Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde”, explica o Dr. Roberto.

Hoje, a Unidade de TCTH do IBCC está apta a realizar qualquer tipo de transplante, como o autólogo (também conhecido como autotransplante, quando as células progenitoras provêm do próprio paciente); o halogênico (células progenitoras provêm de doadoras aparentados e não-aparentados) e o singênico (células progenitoras provêm de gêmeos idênticos — univitelinos). “No IBCC são realizados dezenas de transplantes com parentados e não-parentados. Isso vem nos tornando um dos maiores centros de transplantes de células-troncos hematopoiéticas do Brasil, por isso reforçamos a importância da doação voluntária”, finaliza  o diretor clínico do IBCC, Dr. Marcelo Calil.

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