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Otimização hormonal em homens e mulheres

Otimização hormonal em homens e mulheres

Cansaço, desinteresse sexual, sobrepeso e outros sintomas podem ser sinais de que a produção de hormônios não está funcionando adequadamente

Por Karolina Vieira, de Goiânia/GO

Os hormônios são substâncias químicas produzidas pelo próprio organismo que atuam dentro das células, realizando o transporte de informações entre elas e regulando várias funções corporais. E é principalmente por essa última tarefa que muitas vezes se cria um medo exagerado da manipulação hormonal, pois pode influenciar toda a fisiologia orgânica. Não é por menos, já que eles carregam a imensa responsabilidade de alertar e corrigir possíveis desarranjos no metabolismo. Porém, segundo o médico do esporte e pós-graduado em Endocrinologia e Nutrologia, Amir Saado (foto), a otimização hormonal masculina e feminina possibilita melhorar a qualidade de vida e dar disposição para as atividades rotineiras.

No caso das mulheres, alguns sinais de possíveis alterações hormonais são irritabilidade, ansiedade, depressão, dores de cabeça, dor ou aumento da sensibilidade dos seios, compulsão, desejo excessivo por carboidratos (salgados ou doces), retenção de líquido ou inchaço nas pernas, cansaço, queda de cabelo e aumento dos pelos corporais. Após a menopausa, há uma queda abrupta na produção dos hormônios, apresentando-se como alteração no formato corporal (principalmente bumbum e seios), aumento da gordura principalmente na cintura abdominal, desinteresse sexual, perda de memória, sintomas depressivos e distúrbios do sono.

“A modulação hormonal feminina visa a otimização dos hormônios e pode ser feita em qualquer idade nas mulheres que tenham queixas compatíveis com alterações hormonais, sendo mais comum nas mulheres na menopausa ou pós-menopausa. Através dessa otimização dos hormônios os processos metabólicos acontecem de forma mais rápida e funcional, proporcionando uma vida mais plena”, afirma Saado. Dentre os inúmeros motivos para otimização hormonal, o intuito pode ser melhorar a performance esportiva ou melhorar a qualidade de vida com mais energia para as atividades do dia a dia. “A mulher que deseja emagrecer conseguirá isso de forma mais eficiente, a mulher que deseja ganhar massa muscular ou reduzir o percentual de gordura também terá resultados melhores. A otimização ajudará regular o volume e vai reorganizar o ciclo menstrual, melhorar a energia globalmente e ainda a libido. A mulher moderna não quer sobreviver, ela quer viver! Acima de tudo de forma otimizada e gozando de todas as vantagens de uma vida funcional e ativa”, explica o médico.

Segundo Amir, os homens que antes passavam anos sem visitar um consultório médico, estão cuidando melhor de sua saúde buscando chegar à velhice mais ativos e funcionais, com jovialidade, bom raciocínio, boa memória e flexibilidade. “Nessa busca, eles descobrem que alguns problemas que parecem rotineiros podem significar sintomas da desregulação hormonal, como a desmotivação, irritabilidade e ganho de peso. Eles buscam melhorias para sua forma física, performance sexual e bem estar. E todos esses fatores podem depender da produção e funcionamento adequado dos hormônios no corpo”, afirma.

Por isso, é preciso estar atento aos principais sinais de alterações nos níveis de testosterona, por exemplo, como a diminuição da libido, irritabilidade, alteração de humor, falta de concentração, aumento da circunferência abdominal, dificuldade de ganho de massa muscular, falta de tolerância às situações comuns. “Quando o paciente chega ao estágio de libido ruim é porque ele já passou por várias nuances e sinais clínicos da deficiência que ele não atribui à baixa testosterona”, pontua Amir.

A andropausa, também chamada de Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (Daem), começa por volta dos 40 anos, mas, no consultório do médico tem aparecido homens de 35 anos já apresentando níveis baixos de testosterona em virtude do estresse, por exemplo. A reposição depende da deficiência e os casos mais comuns são distúrbios do DHEA, progesterona, testosterona e estradiol. Cada caso depende da avaliação clínica e também dos exames laboratoriais.

“Tem casos de homens com pré-disposição genética de testosterona baixa e, por incrível que pareça, não têm nenhuma queixa pois convivem bem com isso”, afirma Saado. O método de otimização depende de cada caso e de cada hormônio que precisa ser suplementado. Para a testosterona, por exemplo, pode ser pela via transdérmica, através das aplicações de cremes na pele, via intramuscular, por meio de injeções pontuais, ou até mesmo sublingual em alguns casos, apesar de não ser uma forma comum.

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