Primeira captação de órgãos do HDT

As córneas de uma doadora de 53 anos, diagnosticada com morte encefálica, foram objeto da primeira captação de órgãos realizada pelo Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia.

O primeiro procedimento de retirada de órgãos para transplante da história do HDT foi realizado na última sexta-feira, 13 de janeiro, com o auxílio da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás, do Banco de Olhos, e da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos, Tecidos e Transplantes do HDT. As córneas de uma doadora de 53 anos, diagnosticada com morte encefálica, foram retiradas após a realização de todos os procedimentos necessários à verificação de compatibilidade.

De acordo com a diretora clínica do HDT, Débora Meireles, a unidade tem muitos motivos para comemorar já que mesmo se tratando de um hospital com perfil de atendimento a doenças infecciosas, chegou o momento em que a captação se tornou possível. “Todos os procedimentos para verificar a compatibilidade de doação foram realizados a partir do momento em que foi constatada a morte encefálica da paciente e que a família decidiu doar os órgãos. Como vimos que tudo era favorável, fizemos e foi um sucesso”, conta.

A enfermeira da Central de Notificação de Goiás Sulvia Fernandes elogiou a atuação do hospital. “A notificação imediata após confirmação do óbito feita pelo HDT e a resposta positiva da família quanto à doação foram determinantes, já que a captação de córnea deve ser feita em até seis horas após o óbito”, destacou. A diretora clínica do hospital destacou a mobilização da equipe da CIHDOTT. “Estamos extremamente gratificados por termos tido condições de participar de uma mobilização tão importante. Uma iniciativa que proporciona a oportunidade de ajudar outra vida”, conclui Débora.

Por ser um tecido, a córnea, diferentemente dos órgãos, pode ser captada até seis horas após o óbito. O procedimento é simples e dura em média 40 minutos, não ocasionando efeitos estéticos indesejáveis ao doador.

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