Saúde em Goiás é referência para Rondônia

Comitiva do Governo de Rondônia visita unidades de saúde em Goiás para conhecer na prática o modelo de gestão compartilhada com Organizações Sociais

Uma comitiva do Estado de Rondônia, que tem como objetivo conhecer as unidades hospitalares de gestão compartilhada com Organizações Sociais, vai passar a segunda-feira, dia 05 de março, na capital goiana em busca de informações como o modelo de contrato de gestão, o monitoramento e avaliação das metas pactuadas, além de conferir de perto os resultados obtidos na gestão da rede hospitalar própria do governo goiano composta hoje por 17 unidades de saúde.

O secretário de Estado da Saúde de Rondônia,Williames Pimentel de Oliveira (PMDB), virá acompanhado pelo Procurador do Estado de Rondônia,Glauber Luciano Costa Gahyva, oconselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia,Wilber Carlos dos Santos Coimbra, conselheiro-substituto do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia,Omar Pires Dias, auditor de Controle Externo, Raimundo Paulo Dias Barros Vieira; técnico de Controle Externo Luiz Francisco Gonçalves Rodrigues e da coordenadora técnica da SESAU/RO,Renata de Oliveira Santos.

Eles serão recebidos pelo Secretário de Estado da Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, superintendentes e técnicos da SES-GO, além do procurador Rafael Arruda, da Casa Civil de Goiás, às 8 horas da manhã no Centro Estadual de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde (Conecta SUS) Zilda Arns Newmam, onde participam de uma apresentação dos principais indicadores e onde vão poder conferir dados de monitoramento dessa rede hospitalar. Em seguida, a comitiva visita quatro unidades hospitalares.

Rondônia conta com um total de dez unidades hospitalares de gerência e gestão estadual, sendo cinco no interior e cinco na capital Porto Velho e lida com as dificuldades inerentes à administração direta dos hospitais. A superação de dificuldades na prestação de um serviço público de qualidade é a meta do governo daquele estado e o envio dos técnicos a Goiás é motivado pelo êxito de Goiás, propalado em outros estados brasileiros, do gerenciamento de hospitais por meio de OSS com gestão estadual.

“A vontade política de fazer um SUS de qualidade para a população deve se unir a um arcabouço formal e legal, que atenda às normas jurídicas e de controle e possa permitir ao Estado fazer o monitoramento e a fiscalização dos contratos de gestão. Hoje Goiás se apresenta com lastro nessas esferas atendendo todos os requisitos exigidos pelos órgãos de controle e aperfeiçoamento cada vez mais a transparência de todo o processo”, explica o secretário Leonardo Vilela.

Mas os dados de aumento de produção assistencial hospitalar bem como a efetividade dos recursos aplicados pelo estado de Goiás também chamam a atenção e motivam o interesse. Desde a implantação do modelo em 2011 até 2017, houve um aumento de 142,63% em atendimentos ambulatoriais, 58,37% em cirurgias, 66,16% de internações em enfermarias, incremento de 62,74% no numero de leitos abertos na rede própria e tudo isso com um custeio que aumentou 30,76% no período de 2014 à 2017 compatível com a inflação acumulada medida pelo IPC que foi de 23,06% no mesmo período.

“Essa equação, de aplicar os recursos disponíveis, fazer mais com menos, qualificar a assistência, abrir leitos, aumentar a produção e a produtividade hospitalar resultou no reconhecimento de quatro hospitais públicos goianos acreditados pela ONA e mais três a caminho de serem acreditados, sendo esse um feito que atesta a credibilidade e efetividade da administração hospitalar no país”, explica o secretário Leonardo Vilela.

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