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Setembro Verde: Hospital de Curitiba faz campanha sobre doação de órgãos

Setembro Verde: Hospital de Curitiba faz campanha sobre doação de órgãos
Man is holding queue card while waiting in the modern reception area

No próximo dia 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o Hospital São Vicente Curitiba fará ações conscientizando a população sobre a importância da doação e transplante de órgãos

Para abordar o tema no cotidiano das pessoas, no dia 25 de setembro, das 9h às 11h, no Parque Barigui, e, no dia 27, das 9h às 11h e das 15h às 17h, no Auto Posto Vicente Machado, serão distribuídas senhas. Quem passar pelo local receberá uma senha com o número 1.174 ou 133, que representam a lista de espera para transplantes de rim e fígado, respectivamente, segundo o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná

Além disso, no dia 26 de setembro, às 16h30, o auditório do Hospital São Vicente receberá o bate-papo “Mitos e verdades: Doação de órgãos e transplante”, com participação da Dra. Luciana Soares Percegona, chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente. A palestra é gratuita e aberta à população.

Atualmente, pela Legislação Brasileira, quem pode autorizar a doação de órgãos em caso de morte encefálica é família. E para que possam tomar a decisão, é importante que o assunto seja discutido em vida, com a presença dos familiares.

RINS – Segundo a nefrologista Luciana Soares Percegona, chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente, as principais causas de insuficiência renal são o diabetes e a hipertensão quando não controlados adequadamente. “A partir do momento que a função renal começa a diminuir em níveis abaixo de 20% de filtração temos que pensar em transplantar. Por lei, um paciente só poderá ser inscrito para o transplante renal se sua taxa de filtração renal estiver abaixo de 15% ou se ele estiver em diálise”, explica.

Vale lembrar que inicialmente a doença renal é assintomática. Mas alguns sinais devem alertar para o problema: nictúria (levantar várias vezes à noite para urinar), edema (acordar com olho inchado, edema de membro inferior), urina espumosa ou com sangue. Nas formas avançadas há sintomas de fraqueza, dores nas pernas, náuseas e vômitos e perda de apetite. Para ajudar no diagnóstico precoce, alguns exames de rotina podem ser feitos, como aferir a pressão arterial, creatinina (dosada no sangue), exame de urina e ecografia das vias urinárias. O transplante de rim é realizado apenas quando há falência total de ambos os rins, já que um deles apenas é capaz de manter a filtração adequada do sangue.

FÍGADO – As principais funções do fígado estão ligadas ao metabolismo de toxinas, produção de proteínas, produção de colesterol, bile e fatores de coagulação do sangue, além do armazenamento de glicose, ferro, vitaminas, etc. Além disso, o fígado atua na metabolização de medicamentos, destruição de células do sangue para renovação e possui função imunológica, ajudando nas defesas do organismo.

As causas mais comuns de cirrose hepática são: Hepatites virais B e C, consumo frequente de álcool, Doença Hepática Gordurosa (acúmulo de gordura no fígado), e tumores primários do fígado (Hepatocarcinoma). “Outras causas mais raras também podem levar à necessidade de transplante. É o caso das hepatites auto imunes, doenças vasculares com trombose, doenças obstrutivas dos canais biliares e doenças do metabolismo que causam acúmulo de substâncias tóxicas no órgão, como ferro e cobre. Além disso, existem os casos de Hepatite Fulminante, em que acontece uma perda completa e irreversível da função do órgão de uma forma aguda, em dias a semanas”, explica Dr. Nertan Luiz Tefilli, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital São Vicente. As Hepatites B e C e o consumo de álcool respondem por aproximadamente 65% dos casos.

Vale alertar que os sintomas normalmente aparecem quando a doença já está avançada, com a falência hepática já instalada. “Os principais sintomas da cirrose hepática são a icterícia (coloração amarelada da pele, urina escura), ascite (acúmulo de líquido intra-abdominal) e encefalopatia hepática (sonolência, esquecimento, desorientação excessiva). A doença ainda pode se manifestar por meio de sangramentos, sejam esses de pele e mucosa ou digestivo (vômitos e diarreia com sangue)”, complementa Dr. Nertan.

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