Simego deflagra Estado de Greve

Decisão de decretar Estado de Greve foi tomada por unanimidade durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás.

Editado do texto da Assessoria de Imprensa do Simego

A decisão de decretar Estado de Greve foi unânime durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), realizada na noite desta quarta-feira, 21.

Um dos principais  pontos de discussão foi a proposta de Lei 2759/16 que altera a Lei 14.600/2003. O texto atual propõe o corte de, no mínimo, 50% do Prêmio de Incentivo e do Prêmio Adicional (Produtividade). A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no último dia 14 e devolvida ao Gabinete Civil nesta quarta-feira.

Os profissionais reivindicam:

  • A não extinção ou redução da gratificação por produtividade, paga aos servidores médicos;
  • O pagamento da data-base de 2007, 2008, 2009, 2010, 2015 e de 2016;
  • O cumprimento do Plano de Cargos e Remuneração (PCR) da SES, com a efetiva implementação das progressões que os servidores médicos fazem jus;
  • Reajuste salarial com adoção do Piso Nacional dos Médicos, definido pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), no valor de R$ 12.993,00 por 20 horas semanais de trabalho como remuneração básica;
  • Garantia do computo de 8 horas para realização de atividades de preceptoria na jornada semanal de trabalho;
  • Remuneração adicional do período de sobreaviso, bem como do trabalho realizado em finais de semana e feriados;
  • Melhores condições de trabalho.

Para o presidente do Simego, Rafael Cardoso Martinez, o momento é extremamente importante para a luta da categoria. “Os médicos vinculados à SES estão perdendo vários direitos adquiridos ao longo dos anos. A grande pauta da categoria é lutar por um vencimento digno. O salário dos médicos da SES é composto por vários penduricalhos que podem ser retirados a qualquer momento. Apesar do projeto de Lei 2759/16  ter sido retirado da Assembleia Legislativa, ele não foi descartado, temos que continuar atentos. Conclamo a categoria a se mobilizar para demonstrarmos força ao gestor estadual”, afirmou Martinez.

A AGE continuará aberta em caráter permanente, podendo ser reconvocada a qualquer momento.

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