Como tratar as dores na terceira idade

Especialista explica a diferença entre dor aguda e crônica e dá dicas de como envelhecer com qualidade de vida

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Grupo de idosos faz alongamento no SESC Piracicaba. (Crédito: Wikipedia)

Quem foi que disse que envelhecer significa estar fadado às dores crônicas? É fato que existe uma incidência maior de queixas de dores em pessoas maiores de 60 anos. Mas, em parte, isso acontece porque muitos idosos deixam de buscar ajuda. Eles acreditam que a dor na terceira idade é sintoma comum.

Como a dor é subjetiva, a dificuldade em seu diagnóstico também é um ponto importante. A dor aguda é aquela que dura menos de três meses e é considerada benigna. Ela é capaz de nos proteger de estímulos dolorosos por reflexos de proteção. Já a dor crônica dura um tempo maior. É considerada patológica, já que gera alterações comportamentais, depressão, crises de ansiedade, imobilismos, entre outras complicações.  Vale ressaltar que uma dor aguda pode se tornar crônica por falta de tratamento. “O tratamento inadequado da dor aguda culmina na dor crônica, por esse motivo é tão importante a sua adequação ”, explica a Dra. Mariana Palladini, especialista em terapia da dor, consultora da Senior Concierge e médica responsável do Centro Paulista de Dor.

Nos idosos, as dores mais propensas a se tornarem crônicas são: as lombociatalgias (região lombar), cervicobraquialgias (pescoço), osteoartroses (joelho, quadril e ombros), infecções urinárias de repetição, neuralgias pós-herpéticas e neuropatias diabéticas.

Tratamento

De acordo com a patologia e o quadro clínico, o médico deve decidir o melhor tratamento da dor para o paciente. “Os idosos não terão necessariamente algum quadro de dor crônica. Alguns podem sofrer de dores eventuais, que podem ser tratadas com analgésicos simples, no momento de necessidade. Pacientes que fazem fisioterapia, uma viagem mais prolongada, permanecem mais tempo em pé, preventivamente, podem lançar mão de medicamento para o alívio da dor. No entanto, é preciso buscar um especialista, pois somente ele será capaz de identificar se o quadro é agudo ou crônico e definir o melhor tratamento”, esclarece a consultora.

Em alguns casos é preciso enxergar a dor crônica com mais seriedade, por caminhar lado a lado com a depressão. Uma pode estimular a outra e vice-versa. Quando a dor estimula o sistema nervoso, ela também instiga as áreas relacionadas à depressão, ao comportamento social, entre outras. Isso faz com que um piore o outro, por isso, é preciso ficar atento.

Dicas

  1. Mexa-se. O imobilismo é uma das maiores causas de patologias nos idosos. Se a dor não permitir que você se movimente de forma adequada, procure um especialista. Além disso, só o exercício físico libera as endorfinas.
  2. Cuidado com a automedicação. É comum o paciente chegar ao consultório tomando medicações que não aliviam a dor e podem ser prejudiciais à saúde em longo prazo.
  3. Procure um profissional o quanto antes. Assim que começarem as dores, procure um profissional que saiba tratá-las. A dor aguda bem tratada não cronifica e tem uma evolução benigna.
  4. Não tenha vergonha da sua dor e nem de senti-la. Muitos acham que a dor é uma consequência do envelhecimento e deixam de tratá-la. Isso é um grande erro.

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