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Teste da orelhinha identifica problemas auditivos que podem causar atrasos na fala

Teste da orelhinha identifica problemas auditivos que podem causar atrasos na fala

Exame feito em recém-nascidos ajuda no diagnóstico precoce para iniciar acompanhamento fonoaudiológico e garantir o desenvolvimento neuropsicomotor, de audição e fala adequados

Por Karolina Vieira

O Teste da Orelhinha é um dos exames obrigatórios de prevenção que todo recém-nascido deve fazer para diagnóstico precoce de doenças, assim como teste do pezinho e do olhinho. Também conhecido como Triagem Auditiva Neonatal, o exame de emissões otoacústicas evocadas é um teste rápido, seguro e sem dor que consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do retorno por meio de uma pequena sonda na orelhinha do bebê. “O exame é o método mais moderno para constatar problemas auditivos nos recém-nascidos temos atendido cada vez mais famílias em casa, já que o exame pode ser feito até os três meses de vida do bebê”, explica a fonoaudióloga Daniella de Pádua Salles Brom.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada 10 mil nascidos, 30 apresentam problemas auditivos. As causas são malformações congênitas, doenças genéticas e doenças infecciosas que atingem as gestantes. O exame não tem contraindicação e demora de 5 a 10 minutos para ser realizado. Quando detectado algum problema, o bebê é encaminhado para mais avaliações com médico otorrinolaringologista e exames complementares.

A audição é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança. Desde o quinto mês de gestação, o bebê já escuta bem e consegue identificar a voz e os sons do corpo da mãe.  “É através da audição que começa o desenvolvimento da linguagem e qualquer perda na capacidade auditiva, por menor que seja, pode impedir a criança de receber as informações sonoras adequadas e essenciais para desenvolver sua fala”, explica a fonoaudióloga. O fonoaudiólogo tem papel fundamental durante o diagnóstico e intervenção precoce nas alterações auditivas. Ao confirmar o tipo e o grau da perda auditiva, é preciso incentivar o acompanhamento para que a criança tenha o desenvolvimento neuropsicomotor e aquisição de fala o mais próximo do normal. “Orientamos a família a fazer a intervenção precoce e, em alguns casos, podemos iniciar a terapia fonoaudiológica e preparo para o uso de aparelhos de amplificação, caso necessário”, explica a fonoaudióloga Daniella de Pádua Salles Brom.

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