Tratamento de pacientes pré e pós parto

Instituição goiana ministra palestra de capacitação aos colaboradores para cuidados com as pacientes no pré-parto e em seu puerpério

O setor de Psicologia e Serviço Social da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), de Goiânia/GO, realizou uma capacitação aos colaboradores da unidade sobre as reações emocionais no puerpério – período que decorre desde o parto até quando os órgãos e estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação. Ministrada pela psicóloga da Maternidade, Viviane Souza, a palestra teve enfoque na depressão pós-parto.

De acordo com a palestrante, as mudanças emocionais se tornam frequentes já no início da gestação. A partir de então, ocorrem os momentos de ambivalências devido às fantasias que cercam o assunto, mas, normalmente, os casos mais críticos ocorrem após o parto. “Nesse período, muitas vezes se dá atenção apenas para o bebê e esquece da mulher, mas ela também precisa de cuidados, pois entra no centro cirúrgico como gestante e sai uma mãe, de fato”, destacou Viviane. Segundo ela, as novidades do período como as transformações no corpo, alteração da mama, mudanças hormonais, adaptação ao bebê, noites mal dormidas e dificuldades de amamentar podem ocasionar reações emocionais negativas.

A tristeza materna, que pode acometer as mulheres em até 15 dias após o parto, é um momento de oscilação agravada pelas mudanças hormonais, gerando irritabilidade. O cenário geralmente desaparece espontaneamente, já a depressão pós-parto instala-se lentamente, em média de quatro a seis semanas depois do parto, e o quadro é intenso. “Nesses casos é preciso que haja acompanhamento psiquiátrico, psicológico e ginecológico e também é importante que as mães participem de grupos de apoio e tenham suporte da família”, informou a psicóloga. Ao listar os sintomas que devem servir de alerta, Viviane citou a irritabilidade extrema; mudanças de humor; tristeza profunda; desinteresse pelas atividades diárias de higiene e em relação ao bebê; pensamento suicida ou homicida para com o filho; sentimento de culpa; preocupação obsessiva; e medo irreal de machucar o recém-nascido.

Apesar de ser mais breve do que a depressão pós-parto, a psicose puerperal é outra preocupação nesse período, segundo a palestrante. O quadro é de delírio grave, em que a paciente pode passar por surtos em que acredita que o bebê não nasceu, ou nasceu com algum tipo de deficiência ou até mesmo sem vida. “A mãe projeta as suas alucinações no bebê e por isso ela não pode ficar com ele enquanto o quadro não reverter”, afirmou Viviane, que ainda adicionou que o tratamento deve ser feito com internação hospitalar. As formas de as mulheres se prevenirem de todos os casos, segundo a psicóloga, é realizar um bom acompanhamento pré-natal, garantir suporte familiar e participar de grupo de gestantes para se preparar adequadamente para a nova realidade.

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